O que é o Quantitative Easing?

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O que é o Quantitative Easing?

O quantitative easing foi a ferramenta de política monetária mais usada pelos países desenvolvidos no combate aos efeitos da pandemia. Hoje, os investidores estão de olho no “enfraquecimento” dessas políticas para prever movimentos financeiros. Apesar da sua importância, ainda são muitos os que não entendem o que é essa política.

O quantitative easing (QE), também chamado de “pacote de estímulos monetários”, é um dos assuntos mais debatidos no mundo financeiro atualmente.

Com a pandemia, os bancos centrais de muitos países adotaram a prática. É o caso, por exemplo, do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e do Banco Central Japonês.

Como é uma medida transitória e de alto impacto econômico, sua repercussão é grande. Agora, por exemplo, os investidores do mundo inteiro estão de olho no FED para saber quando o QE irá começar a “esfriar”.

Apesar da sua importância na vida de todos nós, são muitos ainda que não sabem como o QE funciona. Diante disso, veremos neste artigo o que é o quantitative easing e como ele é feito atualmente.

O que é quantitative easing

Em momentos de crise e recessão econômica, as pessoas deixam de consumir e os empresários deixam de investir. Pessoas não são empregadas, máquinas ficam paradas e propriedades são deixadas abandonadas.

Ou seja, o dinheiro na economia circula apenas pelo consumo básico, o mais essencial à vida, nada além disso. Todo o restante da moeda é entesourado. Isso pode ser feito por meio de aplicações financeiras ou debaixo do colchão, não importa. O relevante é o fato de que a moeda saiu da circulação produtiva.

Sendo assim, os Estados e os Bancos Centrais adotam medidas de estímulo à economia. O quantitative easing é uma dessas, portanto, é uma das ferramentas existentes para retomar a prosperidade econômica.

De modo geral, o objetivo do QE é colocar mais dinheiro numa economia, de tal forma que o custo do dinheiro caia. Entenda “custo do dinheiro” como juros. O que se busca, então, é a queda dos juros para que tanto famílias, quanto empresários tenham acesso a mais capital. O primeiro usará para consumir, já o segundo para investir.

Como funciona o QE

A regra geral da economia é aquele velho equilíbrio entre oferta e demanda. Essa norma funciona para o preço da banana na feira, bem como para os salários e os juros. Como dissemos no tópico anterior, os juros não são nada mais do que o preço do dinheiro.

Sendo assim, quanto mais dinheiro um banco tiver, maior a oferta, menor o preço que ele cobrará, os juros. Dessa forma, para o Banco Central conseguir diminuir o valor dos juros e estimular a economia tudo que ele precisa fazer é encher os bancos privados de moeda.

A forma como isso é feito depende do funcionamento do sistema monetário de cada país. No Brasil é assim: o BC compra títulos do Tesouro Nacional presentes nas instituições financeiras. Ao comprar esses títulos, o Banco Central com contratos e os bancos privados com uma pilha de dinheiro.

Considerações sobre o QE hoje

Como dissemos na introdução, são vários os bancos centrais que fizeram o quantitative easing em resposta à pandemia. O mais notável foi o FED como o plano trilionário de compra de títulos.

Hoje, porém, Powell, presidente do Banco Central norte americano, aguarda sinais de recuperação do emprego no país para diminuir os estímulos. Os investidores, por sua vez, estão atentos a esse movimento, já que com certeza ele afetará os mercados financeiros.

Se não forem retirados na hora certa os estímulos, a economia pode voltar à depressão. Isso num cenário de mais difícil recuperação. Por outro lado, caso demore demais, a relação dívida/PIB pode subir mais do que o necessário. Além disso, pode ocorrer um surto inflacionário.

Por que não usar sempre o QE?

O Que E Quantitative Easing
O Que E Quantitative Easing

Se o QE consegue estimular a economia, então por que os Bancos Centrais não estão sempre enchendo a economia de moeda?

A resposta para essa pergunta é bastante complexa e não se resume ao costumeiro “porque gera inflação” que escutamos por aí.

O fato é que o Banco Central está sempre controlando a quantidade de moeda na economia. Isso para que ela seja de acordo com o volume de negócios (transações) existentes.

O problema é que adicionar mais moeda também pode estimular o crescimento desse número de transações e, portanto, do produto nacional. Só que para que isso ocorra, existem outro fatores que também estão em jogo.

Entre esses outros fatores estão o clima político, o nível de emprego, a infraestrutura nacional, a distribuição de renda, a taxa de juros, o nível tecnológico, a educação do povo e etc.

Uma vez atingido um nível de produto (PIB), qualquer queda eventual, talvez possa ser resolvida no curto prazo com o estímulo monetário. Já nesse nível “máximo” atingido, a confluência desses diversos fatores será mais determinante, mesmo que o estímulo monetário nunca possa ser retirado de consideração como fazem muitos economistas.

Profissional de marketing, investidor e entusiasta de novas tecnologias. Comecei minha carreira em TI , hoje atuo em marketing por questões de afinidade..